Governo do Distrito Federal
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3/10/19 às 14h14 - Atualizado em 3/10/19 às 14h38

A Ceasa/DF acredita na ressocialização dos presos

De acordo com um levantamento feito pelo G1, dentro do Monitor da Violência, atualmente apenas um quinto dos presos trabalha no Brasil. Dados como este mostram que a realidade carcerária necessita de uma mudança urgente.

 

A Ceasa-DF ajuda a realizar uma dessas mudanças, pois mantém contrato com a  Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso – FUNAP e possui em seu quadro funcional alguns reeducando da Fundação. Esse contrato existe há quase oito anos e a parceria é bem sucedida, já passaram pela empresa quase 200 pessoas do regime semi aberto.

 

A ressocialização do preso através do trabalho é a forma mais eficaz de evitar que ele repita os mesmos erros. A ideia de inserir aqueles que estão no sistema carcerário no mercado de trabalho é muito importante, tanto para dar as oportunidades que muitas vezes essas pessoas não tiveram, como também para destruir preconceitos enraizados na sociedade sobre esse grupo social. 

 

A ideia de prisão não deve ser pensada como uma punição degradante, mas sim como uma maneira de isolar o indivíduo da sociedade por tempo definido a fim de que ele repense os erros cometidos e, com orientações do Estado, possa voltar à sociedade; ou seja, a principal função do sistema penitenciário é a garantia do indivíduo de voltar a sociedade de maneira digna e com a consciência de seus erros e mudanças necessárias.

 

Atualmente 27 reeducandos trabalham na Ceasa-DF e todos se mostram muito contentes, além de estarem em um processo de mudança contínuo. Temos como exemplo, Cláudio, que trabalha na Ceasa-DF a quase quatro anos na área de serviços gerais, agora possui o seu próprio negócio, um food truck de lanches e acarajé. Cláudio nos contou que a Ceasa-DF foi muito importante, auxiliando nas boas mudanças que aconteceram em sua vida. Ele já realizou diversos cursos possibilitados devido ao seu trabalho na Ceasa-DF, entre eles aquele que hoje está em seus sonhos e planos de emprego, que é o de auxiliar de necropsia da Polícia Civil, o reeducando já se prepara atualmente para o concurso. “A Ceasa já se tornou minha casa, sempre fui muito bem acolhido e aqui posso ver muitas oportunidades, é muito bom estar aqui”, afirmou o reeducando sobre o papel desse emprego na Ceasa-DF. Mas, Claudio ainda ressaltou emocionado que o principal motivo para sua mudança foi a vivência com sua filha de 11 anos, que passou 3 anos morando com ele. 

Similarmente ao caso de Cláudio, temos Breno, também reeducando que este ano começou a fazer Faculdade de Sistema da Informação e vê na Ceasa-DF um ambiente cheio de oportunidades e aprendizados. “Me sinto muito acolhido e tenho a oportunidade de agregar conhecimentos aqui, nunca fui julgado nem nada assim, aqui sou um funcionário como todos os outros”, afirmou Breno sobre como o ambiente da Ceasa-DF foi acolhedor com ele. O jovem de 25 anos contou que sempre teve vontade de fazer faculdade e que com a oportunidade de trabalho agora consegue pagar por seus estudos.

 

Além de Breno e Cláudio existem outros reeducandos que através do trabalho estão conseguindo mais oportunidades de reinserção social. O presidente da Ceasa-DF, Wilder Santos comentou sobre a importância de acreditar nesse projeto para que exista uma mudança social. “É importante que a Ceasa-DF e os outros órgãos do governo acreditem nesse processo de ressocialização, assim o próprio reeducando irá perceber que tem um papel muito importante na sociedade”, afirmou.

 

*Nomes fictícios visando preservar a identidade dos entrevistados*

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