Governo do Distrito Federal
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25/06/13 às 12h28 - Atualizado em 8/11/18 às 14h28

Produtores de maracujá se reúnem nesta quarta-feira

Ao longo dos anos, o sucesso do plantio do Maracujá nas regiões do Pipiripau e Taquara, em Planaltina-DF, vêm incentivando cada vez mais os produtores para o cultivo da fruta. Um dos motivos é o fato de estarem produzindo quatro vezes mais do que a média brasileira, que é de 11 toneladas por hectare.

Para ampliar a produção, profissionalizar cada vez mais os produtores da região e atualizá-los sobre os principais temas do cultivo, a Emater-DF promove o Encontro de Produtores de Maracujá, nesta quarta-feira (26). A 5ª edição do encontro reunirá no Pipiripau cerca de 300 pessoas que já produzem ou que querem iniciar a atividade.

O extensionista da Emater-DF, Geraldo Gontijo, diz que a produtividade na região é maior porque “o uso de tecnologias, como Polinização manual, espaçamento adensado, variedades adequadas a região e o cultivo em estufas (único no Brasil) são instrumentos que utilizamos para viabilizar essas melhorias”.

Palestras, oficinas e visita técnica fazem parte da programação, elaborada de acordo com a demanda dos produtores locais. Os temas deste ano incluem pesquisa de mercado e avaliação econômica do maracujá no DF, aproveitamento integral da fruta e como ganhar dinheiro com o cultivo de maracujá. 

Os participantes também poderão degustar produtos à base de maracujá – feitos pelas mulheres da comunidade – e participar de oficinas para a fabricação. O encontro contará também com a entrega do prêmio de Boas Práticas Agropecuárias, que avaliou 10 propriedades locais em 63 itens diferentes. 

Dados – Somente no Distrito Federal são 180 hectares de área plantada de maracujá, destes 36% pertencem àquela região, são 40 produtores que cultivam o fruto que vem chamando, cada vez mais, atenção dos agricultores, podendo gerar renda anual de até R$ 80 mil por hectare. 

A tecnologia para o cultivo em estufas é a mesma usada em campo aberto, sendo imprescindível a polinização manual já que o ambiente interno das estufas não é propício para o aparecimento de insetos polinizadores. A técnica apresenta vantagens como melhor sanidade das plantas, maior vigor, melhor qualidade dos frutos, menor risco e redução no uso de agrotóxicos. Os primeiros resultados das estufas na produção da fruta foram animadores. Já na primeira floração, seis meses após o plantio, pode-se contar com mais de 12 quilos da fruta por planta. Na segunda, é duas vezes maior e a expectativa é de que a longevidade da planta aumente para cinco anos com o uso de estufa.

Carolina Mazzaro/Elaine Carneiro – Ascom/Emater-DF
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